Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

LusoExpedição 2007 - Viagem na primeira pessoa


Post por Pedro Coelho, aluno da Universidade Lusófona

A LusoExpedição Olympus 2007 partiu rumo aos Açores para mais uma aventura científica. Durante 20 dias o navio NTM Creoula metamorfosiou-se de diversas formas consoante as necessidades de investigadores e alunos. Nos 5 dias de viagem rumo ao nosso destino o tempo passava devagar pelo que nos embrenhámos em diversas actividades do navio como fainas de mastros, aulas de nós e marinharia e, claro na rotação de quartos da guarnição.  As aulas de aeróbica da Isabel foram também um ponto importante que nos permitiu mexer um bocadinho e ajudar a descomprimir.

 
Uma vez chegados a S.Miguel começaram os mergulhos e o navio ganhou uma nova vida. Três a quatro mergulhos por dia faziam as delícias das equipas de triagem e identificação de peixes que esperavam no convés pelas amostras recolhidas. Durante os 10 dias de mergulho foram recolhidas várias dezenas de amostras de algas, mais de 180 amostras de esponjas marinhas e cerca de 100 amostras de peixe que foram devolvidos ao mar após lhes ter sido retirada uma pequena amostra da barbatana caudal para posteriores análises genéticas em laboratório. Das 60 espécies de gastrópodes recolhidas 35 foram já identificadas. Uma das amostras, um exemplar do género Volvarina foi recolhido e fotografado, uma vez que esta está apenas descrita pela concha, poderemos num futuro próximo descrever o animal, de modo a esclarecer dúvidas no que diz respeito à sua classificação taxonómica. Foram ainda identificadas a bordo 16 espécies de nudibrânquios (lesmas-do-mar), que são pequenos predadores marinhos de cores e formas espectaculares, capazes de utilizar substâncias venenosas provenientes da sua alimentação (esponjas, por exemplo) como defesa contra predadores. Podemos destacar a espécie Thuridilla picta que foi pela primeira vez identificada nos mares dos Açores. Esta espécie estava dada apenas para as ilhas da Madeira, Canárias e Cabo Verde. No caso particular dos crustáceos o grupo mais abundante foi o dos anfípodes. Teremos de dar especial atenção aos individuos recolhidos nas Formigas (presentes numa espécie de algas que não foi possível identificar) que poderão representar um novo endemismo.

 
Existe ainda muito trabalho a desenvolver em laboratório, pelo que estes resultados são ainda preliminares e apenas a “ponta do iceberg”. Muito ainda se espera das triagens a realizar, análises biomoleculares e bioquímicas, assim como genéticas.

música: A mar
publicado por ocheirodesantarem às 10:46
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