Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Cursos de História de Arte, da Música e Poesia na Casa dos Patudos em Alpiarça

 

 

A Casa dos Patudos em Alpiarça vai ser palco de um conjunto de três cursos de verão nas áreas da poesia, da história de arte e da história da música. Os cursos de história de arte de poesia decorrem nos meses de Junho e Julho, enquanto que o curso de história da música está marcado para Setembro. Estes cursos estão marcados para horário pós-laboral, a partir das 19h, no pólo eno-turístico da Casa dos Patudos, incluindo naturalmente uma interacção e uma visita ao museu. As inscrições são gratuitas e acessíveis a todos.

O objectivo, explica a presidente da Câmara, Vanda Nunes, é "democratizar o acesso à cultura, aproveitando o património cultural como o da Casa dos Patudos".

Estes cursos vão ser orientados por pessoas com vastos conhecimentos nestas três áreas e consistem em "conversas informais" em torno de diversos temas ligados à poesia, à arte e à música. José Carlos Pereira, docente da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa é o responsável pelo curso de história de arte, que vai abordar temas como as correntes artísticas, as formas de ver a arte e os seus contextos sociais. A exploração do tema da poesia fica a cargo do bem conhecido José Fanha, escritor, professor, autor de músicas e co-autor de diversas antologias poéticas. O curso de história da música é coordenado por Teresa Castanheira, professora do Conservatório Nacional e autora de programas musicais.

Inscrições gratuitas no posto de turismo ou na Casa dos Patudos (243 558 321)

sinto-me: requiem de mozart
música: historicamente atraído pela história
publicado por Bruno Oliveira às 00:22
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Poema da semana: Pedra Filosofal de António Gedeão

É sempre bom regressar aos clássicos. Neste dia do Pai deixo este poema como presente para o meu filho de 10 meses.

Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

publicado por ocheirodesantarem às 09:01
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Sábado, 8 de Março de 2008

Poema da semana: Oh Captain My Captain de Walt Whitman



A primeira vez que ouvi um excerto deste poema devia ter uns 13 ou 14 anos, durante uma aula de inglês, precisamente com o visionamento do filme "Dead Poet's Society" ou "O clube dos poetas mortos". Fiquei fã.

poema retirado do bartleby


O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done;
 
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;  
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,  
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:  
    But O heart! heart! heart!          5
      O the bleeding drops of red,  
        Where on the deck my Captain lies,  
          Fallen cold and dead.  
  
2

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
 
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;   10
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;  
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;  
    Here Captain! dear father!  
      This arm beneath your head;  
        It is some dream that on the deck,   15
          You’ve fallen cold and dead.  
  
3

My Captain does not answer, his lips are pale and still;
 
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;  
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;  
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won;   20
    Exult, O shores, and ring, O bells!  
      But I, with mournful tread,  
        Walk the deck my Captain lies,  
          Fallen cold and dead.
publicado por ocheirodesantarem às 10:02
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Rio Maior comemora nascimento de Ruy Belo

Ruy Belo

No dia 27 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Rio Maior volta a assinalar o nascimento do Poeta Ruy Belo, com um conjunto de iniciativas comemorativas deste 75º aniversário.
 
Assim, as Comemorações do 75º aniversário do nascimento do Poeta Ruy Belo contam com o seguinte programa:
 
São João da Ribeira
12h00 - Romagem ao cemitério com deposição de coroa de flores
 
Rio Maior – Biblioteca Municipal
16h00 - Inauguração de exposição bibliográfica do poeta Ruy Belo
- Audição de CD com Poemas de Ruy Belo, lidos por Luís Miguel Cintra
16h30 - Sessão Solene
- Palestra sobre a Vida e a Obra de Ruy Belo, pelo Dr. Henrique Fialho
- Momento musical
- Lançamento do Prémio Nacional Poeta Ruy Belo
18h00 - Beberete


imagem retirada do tribulandia
música: a salinas
publicado por ocheirodesantarem às 17:29
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Poema da semana: Meu amor, meu amor, de José Carlos Ary dos Santos




Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

José Carlos Ary dos Santos

publicado por ocheirodesantarem às 15:28
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Poema da Semana, do mês e do ano: 20 de Pablo Neruda

sinto-me: por supuesto
música: ainda a Natal
publicado por ocheirodesantarem às 10:14
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

"Pintura Criativa" em Vila Nova da Barquinha


 
Appio Cláudio, natural de Ovar, radicado na Chamusca desde 1974, expõe na Galeria de Arte do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha até 13 de Outubro. Participou em numerosas exposições individuais e colectivas na Chamusca, Torres Novas, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Santarém, Lisboa e Almada.Tem obras em colecções privadas e públicas em Portugal e Espanha.
Embora utilize algum figurativismo, desenvolve uma pintura de fusão com fortes mensagens de cunho humanista.
música: a tinhas de óleo
publicado por ocheirodesantarem às 23:18
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Poema da Semana: Estrela do Mar, por Jorge Palma



Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia, sózinho, ao relento
E ali longe do tempo, acabei por dormir

Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar

"Sou a estrela do mar só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim..."

Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Só sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar

Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada para estrela do mar

"Estrela do mar
Só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim..."

música: esquisito
publicado por ocheirodesantarem às 12:45
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Poema da semana - Não me importo com as rimas

Não me importo com as rimas
Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...

                                 			Alberto Caeiro
música: rosas
publicado por ocheirodesantarem às 10:29
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Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Poema da Semana

 "O Poeta em Lisboa", de António José Forte, interpretado por Gonçalo Veiga, com  Paul John Palmeiro na guitarra. Lido numa noite de poesia no bar Xantarim, em Santarém

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música: a poesia
publicado por ocheirodesantarem às 15:34
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